terça-feira, 18 de setembro de 2007

1/2 mês, 2 semanas e 15 dias...de Cinema

O Festival de Cinema do Rio começa nessa próxima quinta (com o "Tropa de Elite", que eu não vi pirata e nem vejo no Festival) e meu roteiro é o seguinte:

21/09 - SEXTA
14h - "Sonhando Acordado": o semi-novo do Michael Gondry que estou esperando desde o Festival passado abre mina programação com expectativas lá no alto. Foi o único filme que eu tentei baixar na minha vida - e não deu certo.
16h45 - "I'm A Cyborg, But That's OK": é o diretor de "Old Boy", que eu não vi, mas todo mundo fala. O título é o máximo. Primeiro salto no escuro da minha programação.


21h30 - "Nome Próprio": filme protagonizado pela Leandra Leal (que também tem um blo bacana chamado Alice Me Persegue), uma das minhas atrizes preferidas da nova geração. É baseado num livro da Clara Averbuk que eu não li. (eu leio pouco mesmo)

22/09 - SÁBADO
16h30 - "The Waitress": filme que já vem sendo chamado de "Little Miss Sunshine 2" por vir do cinema independete americano com força para chegar nas premiações de Hollywood (Oscar, Glob de Ouro, sindicatos). Expectativa alta.

23/09 - DOMINGO
14h15 - "Onde Andará Dulce Veiga?": é muito mais pelo Caio Fernando Abreu (autor do livro) do que por qualquer outra coisa. A presença da Maitê Proença no elenco me deixou com um pouco de medo. Segundo salto no escuro.

25/09 - TERÇA
13h30 - "Annie Leibovitz: Vida Retratadas": documentário sobre a famosa fotógrafa, que tem uma penca de imagens clássica pra Rolling Stone gringa. É de graça.~Se for ruim (o que acho difícil), nem dá pra reclamar.

26/09 - QUARTA
20h - "Antiga Alegria": gostei da sinopse, e vi que tem o Will Oldham (conhecido musicalmente como Bonnie "Prince" Billy) no elenco. Terceiro salto no escuro.

27/09 - QUINTA
16h - "Cashback": outro com a sinopse interessante. Quarto salto no escuro.
21h15 - "A Via Láctea": dos brasileiros foi o que mais me interessou. É com o Marco Rica e com uma dessas novas atrizes bonitas da nova geração. Lembrando que o a seleção nacional ano passado me deu "Proibido Proibir" ano passado. É a aposta.

28/09 - SEXTA
12h - "Império dos Sonhos": novo do David Lynch. Ninguém sabe se vai ser exibido nas especificações que o maluco fez (e que gerou a falta de distribuidora nos EUA). Eu sei que não vou entender. E daí?
19h - "O Expresso Darjeeling": novo do Wes Anderson, com o irmão Wilson suicida, Andrien Brody e Jason Schwartzman e uma história bem maluca. E Bill Murray. E Angelica Houston.
24h - "Like A Virgin": estou vendo pra minha irmã poder ver também. Quarto salto no escuro.

29/09 - SÁBADO
14h - "Paranoid Park": acho o Gus Van Sant um puta cineasta, inclusive essa última fase dele, que chega ao terceiro filme (depois de "Elephant" e "Last Days") com este. Se o pessoal de Cannes fez até maracutaia pra premiar o filme é porque deve ser bom, né?
16h30 - "Em Paris": filme francês com boa sinopse. É c0om aquele ator novo bacana que fez sonhadores e me foge o nome. Quinto salto no escuro.

30/09 - DOMINGO
17h30 - "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias": grande vencedor de Cannes em 2007 e trocadilhado por mim no título do post (como eu sou sagaz!). Filmes do leste europeu e quaisquer cinematografias afins não costumam despertar meu interesse (apesar de eu ter visto um bom filme israelense final de semana passado), mas a Palma pesa nesse caso.

01/10 - SEGUNDA
16h30 - "Controle, a história de Ian Curtis": sem dúvidas o que eu mais esperava nesse Festival. Chance nula de ser uma merda. O título ficou brega, numa tentativa falha de ficar mais comercial (o brasileiro comum conhece o Ian Curtis?). O original ou até mesmo só "Controle" ficaria mais bacana.
21h30 - "Déficit": estréia do Gael Gárcia Bernal na direção, com música no Devendra Banhart na trilha. A sinopse é até interessante, mas tenho minhas ressalvas.

02/10 - TERÇA
16h - "Kurt Cobain: Retrato de uma Ausência": documentário sobre o Kurt feito a partir de sei lá quantas horas de entrevistas com o cara.

03/10 - QUARTA
19h15 - "O Búfalo da Noite": baseado num livro do Guillhermo Arriaga (autor dos roteiros dos filmes do Alejandro Iñarritú) e com uma atriz bonita que eu não conheço numas fotos que eu vi. Sexto salto no escuro.

04/10 - QUINTA
17h30 - "I'm Not There": o filme dos 6 Bobs Dylans.
24h - "A Era da Inocência": novo longa do Denys Arcand de "O Declínio do Império Americano" e de "As Invasões Bárbaras". Pela hora da sessão, fecha o festival.

A idéia é blogar a cada novo filme, com as minhas impressões, mas o tempo urge e nem sei se vai rolar.

Que o cinema salve nossas vidas...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

how i realise how i wanted time

A citação do título é do Joy Division, "24 Hours", uma das preferidas. Descreve bem o momento. Sem tem, sem tempo. Coelho da Alice total.

As últimas semanas tem sido lotadas de acontecimentos estranhos e eu devia falar sobre eles. Mas não. Tem muita coisa pela frente e eu realmente não posso ficar falando e pensando no que já foi, posso?

Muito trabalho, aulas em dois turnos diferentes, umas 10 matérias pra escrever (pra faculdade, pra ymsk, pra mim), uns 3 ou 4 trabalhos pra próximas semanas, várias coisa pendentes pro centro acadêmico, várias conversas pra ser ter, várias coisa pra pensar, várias coisas pra ouvir, várias coisas pra ler, três viagens agendadas (São João Del Rey, P4 e SP), alguns shows, o Festival do Rio chegando...

Sem tempo!

O que há de mais legal nessa história (se é que há) é que mesmo com tanta coisa mal resolvida, eu não consigo nem começar a pensar nisso. E, de certa forma, é bem melhor não pensar. Por enquanto.

Por exemplo, esse post acaba aqui. E deve ter uns mil erros ortográficos porque foi digitado na pressa. Tem um show do Vanguart aqui no Rio e ele tem que virar matéria pra amanhã. To correndo.

domingo, 2 de setembro de 2007

what was i thinking when i said it didn't hurt?



Concorde comigo: Jeff Twedy tem uma música para qualquer situação da sua vida.

Eu ainda consigo dizer alguma coisa que provoque uma reação. Qualquer reação.

Granada de mão? Agora?

terça-feira, 28 de agosto de 2007

1, 2, 3, 4...

Já vai ser bem chato perder o show da Feist no TIM Festival...



...agora imagine se ela trouxesse todo o Grizzly Bear e o Mates Of State, metade do The National, o Carl Newman (New Pornographers), o namoradão Kevin Drew (solo e Broken Social Scene) e mais alguns desconhecidos como coral?

sábado, 25 de agosto de 2007

nuvens, muros e carros desgovernados

Paira nas últimas semanas uma nuvem um tanto espessa de melancolia. Os dias continuam frios, apesar do sol forte, do inverno já estar no fim e de estarmos no Rio de Janeiro. Mas mesmo que o céu esteja tão azul quanto há tempos eu via, a tal nuvem imaginária esta ali, parada, imóvel e me seguindo. Não, ela não me envolve. Pelo menos ainda não me envolveu.

Agosto tem sido um mês chato, bem chato. Tedioso, na verdade. Odeio essa história de ficar de semi-férias, de ficar fazendo porra nenhuma só parte do dia, e não o dia inteiro. Pela primeira vez em algum tempo, eu tenho um certa rotina. Há algum tempo precisava disso, eu acho. Cansei. Daqui há uns dois dias toda essa rotina vai se dissolver num caos, ou numa falta de tempo para qualquer coisa essencialmente divertida, que eu nem quero pensar. Aí, talvez a nuvem chegue de vez, e eu volte a ouvir o "The Queen Is Dead" e coisas da carreira solo do Morrissey várias vezes por semana, tenha vontade de rever "Lost In Translation" tanta vezes quanto possível. Ou não.
O mundo anda melacólico - olhe os jornais! - e eu teria todas as razões para estar. Seja por causa da música, seja pela falta completa de racionalidade dos meus instintos, há um esperança quase irritante que não quer me deixar. Irritante porque me mantém com os mesmos desejos na cabeça. Qualquer pessoa racional, eu acho, desistiria, se entregaria a nuvem e tempos depois levantaria a cabeça e partiria pra outra. Mas essa esperança, um carro quase desgovernado, não vira a esquina nem desliga o motor. Sempre em frente. O problema é que pode haver um muro, um poste ou algo suficiente duro para estraçalhar comigo, logo ali.

Óbvio, que o muro não é tão óbvio - pelo menos eu não quero que seja. Antes eu não tivesse dado um tiro no próprio pé naquele dia. Aí, tudo seria bem mais claro e fácil de lidar. Não teria tanto medo assim de bater de cara no muro, nem me afundar e chafurdar na melancolia da tal nuvem. Tudo poderia ser e ter sido mais normal. Ter um caminho só, sem tantas distrações e esquinas e paradas bruscas e outros carros correndo ao mesmo tempo. Concordo com Rob Fleming: meus instintos não tem cérebro, definitivamente. Ainda mais completamente entorpecidos de etanol.
Enfim, nada resolvido. E que permaneça assim até setembro. Agosto está chato demais pra um surto completo.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Run, Livio, Run

Sim. O meu TIM Festival vai ser uma correria só.

http://ymskblog.blogspot.com

No dia 26, começo com show do Anthony and the Johnsons (20h), depois da Björk (umas 21h30). Aí, saio correndo para o palco do Hot Chip com Arctic Monkeys, que começa 23h30. Ainda não sei se dou uma passada no palco das divas, para ver a Feist, e talvez a Cat Power. Certo é que não perco o show do Vanguart por nada.

Dia 27, domingão, vai ser um pouco mais traqüilo. Ou não. Às 8 da noite vejo as loucurinhas da Juliette Lewis, depois a megalomania de Brandon Flowers e os Killers. Talvez rolem algumas horinhas de descanço, antes da programação do TIM Festa, no qual devo cair mesmo para tenda do mash-up, com Spank Rock e Girl Talk. Quem sabe até eu dê uma chegadinha para ver "qual é" a desse "Funk Global".

Aí, na segunda, eu tento dormir. Ou não.

domingo, 19 de agosto de 2007

"Antes que eu me esqueça", Vanguart

antes que eu me esqueça
da minha cabeça
escreve teu nome
nesse papel

já faz algum tempo
que não somos amigos
E eu quero esquecê-la
renovar meu abrigo

mas o tempo é piada
enquanto eu sou quase
nada
e eu só penso em tê-la
antes que eu me esqueça
da minha cabeça

e o que resta é tão pouco
como eu sou pouco contigo
mas você em mim exagera
e és meu mais novo vacilo

vou me distrair, vou
pestanejar, vou
engatilhar, talvez
disparar e ai de você
se não me entender
não faças caso, ou vou me
perder entre chuva má ou
mágoa sem cessar
como um dia frio longe do
mar e ai de você se não
me entender eu vou
quebrar teus olhos
você vai se entregar.

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Será mesmo?
Enfim, não sei.
Volto logo a postar mais por aqui, acho.